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março 06, 2011

O povo (ainda) é quem mais ordena!


Os Homens da Luta foram os grandes vencedores do 47º Festival RTP da Canção. Como não poderia deixar de ser, a luta continua dentro de momentos num grande palco europeu... Bis Düsseldorf.

janeiro 08, 2011

Carlos Castro castrado em Nova Iorque e os órgãos online portugueses a serem apanhados... offline

Não se trata de um assunto que, intrinsecamente, tenha a ver com a filosofia desta espaço, mas o facto do jornalista Carlos Castro ter sido encontrado morto em Nova Iorque, em condições violentas dignas de uma qualquer série policial norte-americana, tipo CSI, levanta várias questões que se enquadram na nossa tag FutMedia, na qual se calhar muitos de vocês nunca repararam anteriormente e que tem a ver com o passado a.p. (antes do poker) deste blogue.

A única perspectiva que me interessa aqui tem a ver com a ausência de notícias, a esta hora da madrugada (já depois das 5h30), nos espaços online dos principais órgãos de informação portugueses, quando o facto já circula há horas pelos media americanos (ler aqui), com o NYDailyNews.com em destaque, tendo obviamente transpirado para os noticiários horários dos canais televisivos nacionais de notícias. Pelas 6 horas da manhã, foi assunto de abertura da SIC Notícias, enquanto a RTPN e a TVI24 optavam por colocar no ar as frases da noite do candidato presidencial Cavaco Silva.

A contenção de custos, o facto de ser fim-de-semana e a ideia de que "nada" acontece de importante fora de horas, apesar da nossa discrepância com os horários americanos onde tanta coisa se desenrola com impacto mundial, podem conduzir a estas situações caricatas. Podemos argumentar que se trata apenas de um crime que envolve uma figura do social, mas se tivesse ocorrido uma grande tragédia internacional, como um tsunami, um terramoto ou um atentado terrorista, o défice de informação da imprensa seria exactamente o mesmo porque as redacções online estão paradas. Ou seja... offline.

O Jornal de Notícias parou às 00h46, o Correio da Manhã à 1h57 e o Público às 3 da madrugada. O Diário IOL, apesar de ser um órgão exclusivamente online, não regista actividade desde 1h35, e mesmo assim via o espaço desportivo do grupo, o MaisFutebol. Por isso, são estes próprios órgãos que obrigam os leitores a recorrer à televisão, rádio e redes sociais, precisamente os novos instrumentos informativos que têm provocado a morte lenta dos jornais convencionais. Apesar, claro, de não deixar de ser irónico que os sites das próprias televisões portuguesas não terem qualquer referência ao assunto pelas 5h33 da madrugada.

Quanto ao caso em concreto, e se seguiram a ligação em cima, já perceberam que o conhecido jornalista da área social, e um reconhecido ícone do orgulho gay, de 65 anos, estava hospedado no 34.º andar do Hotel Intercontinental New York Times Square, desde o dia 29 de dezembro, numa zona nobre da big apple, acompanhado de um jovem modelo de Cantanhede, Renato Seabra, que até tem um clube de fãs no Facebook por ter entrado num daqueles efémeros programas de procura de novos rostos para a moda nacional, o "À Procura do Sonho", da SIC. Alguns detalhes da escapadela nova-iorquina vinham sendo revelados na coluna diária que Carlos Castro mantinha na secção Vidas do Correio da Manhã, sob a designação de "Fui eu que disse".

O "casalinho" discutiu de forma violenta, segundo relatam testemunhas, e Carlos Castro (http://www.carlos-castro.com) foi finalmente encontrado morto, despido, ensanguentado, com ferimentos graves na cabeça e com os seus genitais cortados. O "toy boy" Renato Seabra ainda terá deixado a unidade hoteleira, mas foi rapidamente detido pelas autoridades. Neste caso, não se confirmou aquilo que, por vezes, na brincadeira, se diz nas mesas de póquer e que agora se reveste de algum humor negro, ou seja, que "os paneleiros têm muita sorte". Todavia, as questões relativas aos Media são as únicas que nos interessam aqui, pelo que cada um que tenha a orientação sexual que melhor lhe aprover. Quanto ao senhor falecido, que descanse em Paz.

Vamos ter "estória" de faca e alguidar para umas boas semanas, dadas as implicações jurídicas de um crime passional chocante desta natureza, ainda por cima amplificado pelo facto de ter emanado de uma relação homossexual. Ainda assim, não chegará certamente para que deixemos de ouvir falar do caso BPN. Tudo somado, e depois das interessantes aulas de Escrita Multimédia, desconfio que já vai haver tema de debate para o curso que vou ter de fazer durante as manhãs de toda a próxima semana e que andará novamente em torno do jornalismo digital. Aquele que em Portugal, pelos vistos, está bem menos "inline" do que o Jorge Jesus.

PS: Como narrativa alternativa, um termo que é muito querido aos gurus do jornalismo online, entretenham-se com este episódio notável que ocorreu entre duas professoras apanhadas em flagrante no bem bom numa escola americana. Basta clicar aqui.

maio 30, 2009

"Poker: o desporto da mente" este sábado nas páginas centrais do Jornal Record


Este sábado é indispensável comprar o Jornal Record. Nas páginas centrais está publicado um excelente trabalho sobre poker da autoria de um jornalista bem nosso conhecido, e que se identifica como Sérgio "RugbyWolf" Lopes. O mote da reportagem é "O desporto da mente" e o seu conteúdo é brilhante no sentido em que consegue aprofundar as raízes do sucesso do poker, equilibrando os aspectos básicos destinados a prender quem não conhece tão bem a modalidade com situações de maior complexidade, como as leituras do Zumy em relação ao Boris Becker no últimp EPT de Monte Carlo, apelativas para quem tem mais rodagem dentro do jogo.
Não menos importante é o facto de tratar-se de um dia histórico para o poker em Portugal, dado que o nosso passatempo preferido vai ser contactado por entre 500 a 600 mil leitores, muitos dos quais vão perceber o quanto existe para além da ponta do iceberg da mera sorte e azar. Parabéns ao RugbyWolf que, como prémio, espero que venha a ser libertado para marcar presença no BPPT da Figueira da Foz. Era mais do que justo.

abril 06, 2009

"Febre Nacional do Póquer" na Revista "Domingo" do Correio da Manhã

Por brincadeira, 40 euros foi o máximo que André Santos se permitiu a arriscar numa aposta num site de póquer. Estava longe de imaginar que quatro anos depois a "brincadeira" faria dele um dos melhores e mais bem remunerados jogadores de póquer nacionais.
Uma hora por dia de jogo basta para André, 20 anos, estudante universitário, retirar alguma coisa como 500 euros. Sentado confortavelmente na cadeira do quarto, virado para dois ecrãs de 24 polegadas através dos quais enfrenta jogadores de todo o Mundo em várias mesas ao mesmo tempo, o jovem joga entre duas a três horas, o suficiente para ganhar uma média diária de 1500 euros, livres de impostos. Um ordenado capaz de envergonhar qualquer executivo. A isto, acrescem os torneios ao vivo disputados nos grandes casinos europeus e cujos prémios finais chegam aos milhares de euros. "Era impossível imaginar que passados quatro anos estaria a jogar ao mais alto nível e a ganhar tanto dinheiro", confessa ‘wade’, como é conhecido no meio.
André é, no entanto, apenas mais um entre os muitos que começam a dedicar-se a sério ao póquer virtual, que cresce a um ritmo alucinante desde que em 2004 começou a ser conhecido em Portugal. Na maior parte dos casos, os jogadores são jovens entre os 20 e os 30 anos, estudantes ou profissionais liberais. Começam a jogar por influência de algum amigo que conhece o jogo. Umas cartas, umas fichas, um pano verde e apostas de baixo valor chegam para a iniciação. Normalmente o on-line vem a seguir. Os mais inexperientes começam com dinheiro de brincar, só depois passando para as apostas em dinheiro real. E a partir daqui só há dois caminhos: ou se ganha e se sobe de dificuldade, aumentando os lucros, ou se perde e se volta a apostar.

2003 foi o ano em que os jogadores de póquer on-line saíram do anonimato. O americano Chris Moneymaker foi o primeiro a vencer o mais famoso campeonato do Mundo de póquer, o WSOP, em Las Vegas, depois de ter garantido a entrada através de um torneio-satélite na internet. Ganhou cerca de um milhão e setecentos mil euros depois de ter apostado... 39 dólares (cerca de 29 euros). Um ano depois as inscrições no campeonato triplicavam. Em 2007, outro nome desconhecido salta para a ribalta: Annette Obrestad, norueguesa, vence o primeiro campeonato do Mundo em Londres e amealha cerca de 300 mil euros. Tinha 19 anos e começou a jogar na internet aos 15.

Em Portugal, foi em 2004 que a febre começou. João Nunes, 32 anos, tinha saído recentemente do Aveiro Basket com o bichinho do jogo metido por uns americanos colegas de equipa. É então que decide criar o pokerpt.com, um site em português destinado a congregar a comunidade de jogadores de póquer nacional. "Sentia-me um clandestino e então decidi ir à procura de gajos como eu", confessa ‘jomané’, considerado o ‘pai’ do póquer português. Apesar da comunidade ter crescido lentamente (demorou cinco meses a chegar aos cem membros) o site conta agora com quase 16 mil associados. "É um crescimento viral", reconhece João Nunes, que se dedica a tempo inteiro a gerir o site, a organizar torneios ao vivo em casinos e a comentar jogos de póquer na SIC Radical.

Mas a maior prova de que o póquer está a crescer em Portugal é o facto de os jogadores começarem a viver apenas do que ganham com o jogo. É o caso de Ricardo Sousa, 31 anos e jogador profissional de póquer. Apesar de não gostar de falar de valores, ‘lostlucky’ lá refere que pode tirar cerca de 1000 dólares por hora de jogo na internet (perto de 740 euros). Se falarmos nos torneios ao vivo, os ganhos podem disparar para os 2000 dólares por hora (cerca de 1500 euros). "Falamos de valores muito superiores a qualquer emprego normal mas semelhantes a qualquer desporto de alta competição", diz Ricardo que é, a par de André Santos, o mais bem remunerado jogador português.

Também Henrique Custódio, 33 anos, engenheiro, optou por dedicar-se exclusivamente ao póquer, depois de ter deixado uma grande empresa da área da electrónica. E não se arrepende: "aumentei a minha qualidade de vida!" Normalmente joga à noite, das 23h às 05h da madrugada, e vai participando nos torneios ao vivo que se vão realizando aos fins-de-semana nos casinos portugueses, e para os quais é patrocinado por um site de póquer, que lhe paga a entrada no torneios, a estada e as viagens. Ainda assim, "hencus" não se vê como profissional por muito tempo. "Hei-de fazer algo ligado à engenharia mas por enquanto ainda não me é rentável pensar nisso", assegura.

Inicialmente, Nuno Coelho, 31 anos, ainda esteve para ceder à tentação de largar o escritório de advogados, em Coimbra, para se dedicar exclusivamente ao póquer, tal o dinheiro que começou por fazer e que agora ronda os 2000 euros por mês. Mas foi por gostar cada vez mais da advocacia que passou a encarar o póquer apenas como um hobbie. "Que até me dá mais dinheiro do que o escritório", ironiza. Catarina Santos, 24 anos, também advogada, em Matosinhos, alinha pelo mesmo diapasão: "Sou uma jogadora ganhadora mas não tenho o objectivo de criar rendimentos, apenas divertir-me não perdendo dinheiro".

Apesar do crescimento do jogo, João Nunes é de opinião que a explosão ainda está para acontecer: "basta os torneios começarem a passar na TV generalista", vaticina.

RENDIMENTO ON-LINE SEM DECLARAÇÃO
Os casinos reais pagam impostos. Os casinos on-line não. Mesmo que os jogadores quisessem declarar rendimentos obtidos com o jogo na internet não há qualquer campo no impresso do IRS para o efeito. Países como a Itália legalizaram o jogo e reclamaram uma parcela dos proveitos. Também a França tenciona fazê--lo. Já a Noruega optou pela proibição. Em Portugal persiste o "vazio legal", como afirma um responsável da Direcção-Geral dos Impostos.

JOGO NA NET VICIA MAIS RAPIDAMENTE
Acessibilidade 24 horas por dia. Anonimato. Utilização do cartão de crédito. Confidencialidade. São factores susceptíveis de acelerar a dependência do jogo on-line por comparação com as salas de jogo tradicionais. O vício do jogo on-line, afecta, segundo se estima, cerca de cem mil portugueses, entre os quais alguns já começaram a procurar ajuda. O psicólogo Pedro Hubert, especialista em jogo compulsivo e patológico, tem alertado para o facto de os jogadores serem cada vez mais jovens e para o carácter altamente destrutivo do vício. O controlo passa, nomeadamente, pelo limite de tempo e dinheiro antes que o jogo comece.

"GOSTO DE VER OS OUTROS JOGADORES"
Luís Vale joga póquer há mais de 20 anos. Sempre com as cartas na mão. O jogo on-line não o seduz. "Gosto de olhar para os jogadores e fazer perguntas... gosto do clima." Na internet, o póquer "torna-se mecânico". Luís prefere os torneios ao vivo. Não há comparação entre o que pode ganhar-se on-line, em dez mesas ao mesmo tempo, e nas salas, que Luís, jogador de fim-de-semana, ainda assim, prefere.

UM JOGO PARA VALER 2,1 MIL MILHÕES
2,1 mil milhões de dólares foi quanto o póquer electrónico rendeu em apenas um ano – 2006. Deste então, a febre tem aumentado.

30 MILHÕES DEITAM CARTAS NA REDE
O número não é (nem pode ser) exacto mas estima-se que mais de 30 milhões de pessoas joguem póquer on-line. 30 mil são portugueses.

ENTRADA CUSTA PELO MENOS 110 EUROS
110 euros é quanto custa a entrada nos torneios do circuito Solverde. Muitos jogadores de póquer on-line são também habitués dos torneios.

NOTAS
007
Nem o mais famoso agente secreto fica imune aos encantos do jogo. Foi como se viu em ‘Casino Royal’.

'TILT'
Acaba de estrear na FOX a série ‘Tilt’, que explora as motivações e adrenalina dos jogadores.

STALLONE
Também Sylvester Stallone experimentou o mundo do póquer no filme ‘Shade’ (‘Nos Bastidores’).

DICKINSON DÁ CARTAS EM 'RIO BRAVO'
Em ‘Rio Bravo’, western de 1959 que consagrou John Wayne como xerife, Angie Dickinson foi ‘Feathers’, uma bela e desbocada jogadora de póquer.

WESTERN A SÉRIO TEM 'SALOON' COM PÓQUER
‘Por um Punhado de Dólares’, ‘O Homem que Matou Liberty Valence’ e ‘Maverick’ – western sem saloon com póquer não é western.

Ligação:
Versão original da Revista de Domingo na edição online do Correio da Manhã

março 28, 2009

Playboy Portugal Nº1: Rute Penedo versus Mónica Sofia


A Revista Playboy chegou a Portugal. Ao contrário do que sucede nos Estados Unidos, Brasil e restantes países, ainda não teremos imagens de nu frontal. Mesmo assim, será elevada a fasquia da ousadia para as restantes publicações de um mercado com forte concorrência, como a Maxmen, FHM, GQ ou até a Revista J. A menina da capa é a conhecida Mónica Sofia, mas não cremos que a primeira Playmate portuguesa, Rute Penedo, lhe fique atrás, embora em estilo obviamente diferente. De resto, suscita até maior interessa pelo facto de se tratar de uma novidade em termos mediáticos. Por outro lado, dá a curiosidade da Rute ter o seu Hi5 aberto, pelo que podem visitá-lo por esta ligação. O link para o futebol é feito através de uma entrevista a Costinha e fala-se em 50 mil euros de cachet para a Mónica Sofia. Nada mau para fazer um pé de meia. Veremos como será a interacção entre esta Playboy e um mercado por vezes tão estranho como é o português.
Para facilitar um primeiro contacto com os ensaios desta revista inaugural, e certos de que isso não vai levar a que a maioria do povo deixe de adquirir o seu exemplar, aqui fica o link que encontrámos na net para ser efectuado o download das fotos da Mónica Sofia e Rute Penedo. Basta clicar nesta ligação e seguir as instruções.

março 09, 2009

"Insultos a jornalistas são inaceitáveis", diz o Sindicato sobre o caso do Leixões-FC Porto

Rui Cerqueira, o director de Comunicação do FC Porto, ex-jornalista da RTP e ex-professor da Escola Superior de Jornalismo

Insultos a jornalistas são inaceitáveis
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) tomou conhecimento de que o jornalista ao serviço da RTP, João Pedro Silva, foi alvo de insultos e de uma acusação grave, no passado dia 7, por parte do director de Comunicação do Futebol Clube do Porto (FCP), Rui Cerqueira.

Face a esta situação, o SJ tem a dizer que:

1. Lamenta que continuem a ocorrer incidentes entre responsáveis de clubes desportivos e jornalistas e repudia o recurso, em quaisquer circunstâncias, ao insulto ou a outras formas de intimidação ou de tentativa de cerceamento do direito de informar.

2. Recorda que a formulação de perguntas pelos jornalistas, sem quaisquer constrangimentos, constitui uma garantia da liberdade de imprensa, independentemente das preferências ou das reservas dos questionados ou dos responsáveis de comunicação das instituições.

3. Considera que a alegação – feita pelo director de Comunicação do Futebol Clube do Porto perante testemunhas – de que o jornalista formulou uma “pergunta encomendada” encerra uma suspeita grave sobre a sua conduta profissional que, a não ser provada, constitui uma ofensa grave ao bom nome e à reputação profissional do jornalista.

4. Considera que o jornalista João Pedro Silva é credor de um pedido de desculpas e de uma retratação pública por parte do referido director de Comunicação do FCP.

5. Manifesta a sua solidariedade para com o jornalista João Pedro Silva e apela à Direcção de Informação e à Administração da RTP para que o acompanhem em todas as diligências necessárias à defesa da sua honra profissional.

6. Apela à Federação Portuguesa de Futebol, à Liga Portuguesa de Futebol Profissional e aos dirigentes desportivos para que seja posto definitivamente termo a toda a espécie de intimidações e de tentativas de cerceamento à liberdade de imprensa.

Lisboa, 9 de Março de 2009

A Direcção

PS: O caso em apreço ocorreu no final do Leixões-FC Porto e foi relatado pelo Correio da Manhã da seguinte forma: Segundo o CR, Rui Cerqueira, que aliás já foi jornalista da RTP, terá insultado o repórter, João Pedro Silva, tendo começado por acusá-lo de desrespeitar "a instituição FCP" e de "fazer perguntas encomendadas". De seguida, segundo o comunicado do CR, o jornalista ripostou e disse se não poderia fazer perguntas, ao que Rui Cerqueira terá dito: "És um filho da p...., um barda..., és muito pequeno para mim."

julho 30, 2008

FutMedia: A verdade escondida por trás do suposto novo computador "Magalhães"


Há uns bons meses, através do famoso "60 Minutes" difundido entre nós pela SIC Notícias, fiquei a conhecer o fantástico projecto "One Laptop per Child" (http://laptop.org/index.pt_BR.html), dinamizado pelo guru da era digital, Nicholas Negroponte. O seu feito foi o de, através de uma fundação sem fins lucrativos, conseguir criar um computador portátil com o preço de 100 dólares destinado a ser distribuído pelas crianças de países do terceiro mundo, com características inacreditáveis em termos de qualidade para um produto "low cost" que faria corar de vergonha muitas das máquinas que compramos por mil e mais euros. A filosofia de base residia na difusão da educação e informação como arma para combater a pobreza mesmo onde as crianças se debatem com dificuldades em áreas tão básicas como a alimentação e higiene.
Logo na altura, também, fiquei a saber da tenaz estratégia da Intel para esvaziar o projecto OLPC, que recorre a processadores da concorrente AMD. Primeiro opondo-se, depois aliando-se, de seguida afastando-se. Sobretudo procurando saturar os "mercados" com o seu Intel Classmate PC (http://www.classmatepc.com), destinado aos mesmos alvos genéricos e utilizando todas as armas do seu império comercial para convencer os governantes dessas nações terceiro-mundistas a não abraçarem o projecto OLPC, recorrendo mesmo a um verdadeiro "dumping", vendendo os aparelhos abaixo dos custos de produção, o que levou Negroponte a afirmar que "a Intel devia ter vergonha de si própria".
O que não esperava, sinceramente, era um dia ver o Governo de Portugal inflamar a propaganda sobre um suposto novo computador produzido em Portugal, pela nossa "Tsunami" em parceria com a Intel que, quanto muito, será uma versão europeia do Classmate. O simples facto do nosso país ter sido o escolhido para a introdução do tal "Magalhães" diz tudo sobre em que patamar de desenvolvimento a Intel nos coloca. O Plano Tecnológico dá para tudo, desde que José Sócrates possa abrir mais um "Jornal da Tarde" da RTP no que Pacheco Pereira qualificaria como mais um "Momento Chávez", mas o presidente da empresa norte-americana, Craig Barret, não escondeu o jogo e falou em "clientes" e "mercados", sendo aviltante o choque entre o seu economicismo e o idealismo de Negroponte.
Não tendo solução a ignorância da maioria dos jornalistas, que se limitam a debitar "press releases" como se fossem papagaios, resta-nos esperar que a difusão do "Magalhães" (quanto vai demorar a sair a versão "Magellan"?) por preços até 50 euros obrigue os computadores convencionais a baixarem drasticamente de preço sem ser necessário recorrer aos truques dos 150 euros do "E-Escola" com escravatura por 3 anos a redes de internet móvel. Seguem-se dois vídeos para que conheçam melhor o "One Laptop per Child", esse sim pioneiro e merecedor da nossa admiração.

junho 21, 2008

FutMedia: Martina Franz, a jornalista mexicana que fez parar Cristiano Ronaldo!!!


São centenas de jornalistas à beira de uma cerca, chamada oficialmente de zona mista, à espera que um jogador resolva parar para dar entrevistas após a partida. Isso se ele parar ao menos ao alcance do ouvido ou do braço com o gravador. Se for um astro como Cristiano Ronaldo, então, a disputa torna-se ainda mais ingrata. Menos para Martina Franz. A repórter da TV mexicana Televisa fez o craque do Manchester United retornar à área de entrevistas apenas para falar com ela.
E depois de uma partida em que nem mesmo atuou, na derrota de Portugal para a Suíça. Ronaldo já fazia a curva quando ouviu o pedido de entrevistas, olhou para trás e, ao dar de cara com Martina. Abriu um sorriso e parou para algumas respostas. A repórter, que fez a cobertura da seleção brasileira na Copa de 2006, nasceu na Suíça, cresceu em Porto Rico e foi participante de um concurso de beleza de uma revista mexicana antes de começar na TV. Ela fraturou o pulso esquerdo há dois anos e por isso, às vezes, usa uma proteção no braço quando não está no ar.

maio 31, 2008

FutMedia: Novo semanário desportivo "A Jornada"... com este nome a coisa promete

A agência de meios e publicidade SAR vai lançar amanhã um novo semanário desportivo intitulado “A Jornada”. O projecto será dirigido pelo jornalista Afonso de Melo. A primeira edição terá uma tiragem de 30 mil exemplares, distribuição nacional e um preço de capa de um euro, noticia a edição online do “Jornal de Negócios”.
O jornal terá 48 páginas, será todo a cores e apostará no futebol, dando preferência a entrevistas, reportagens e análises na sua abordagem. “Sabemos que há um desencanto dos leitores portugueses com a imprensa diária desportiva e esta é uma forma de tentar perceber se não há espaço no mercado para um jornalismo desportivo diferente”, explicou Afonso de Melo.
"Questionado sobre a situação do mercado, o director acredita que ainda há público para este novo projecto mas admite que as vendas não cheguem aos 30 mil exemplares, apesar de garantir que com 15 a 20 mil “A Jornada” já será sustentável, pois tem “a mais valia de estar inserida numa agência de meios, o que traz vantagens no mercado de anunciantes”, tendo a primeira edição oito páginas de publicidade asseguradas.

abril 24, 2008

FutMedia: Quem tem AS de trunfo na manga supera a MARCA da crise na imprensa desportiva


AS mantuvo su línea de crecimiento durante el mes de marzo, por lo que cierra un primer trimestre de 2008 excepcional, con un aumento en la difusión de 15.888 ejemplares, un 7,2% más. En el acumulado del primer trimestre del año, AS alcanza los 237.385 ejemplares frente a los 221.497 del primer trimestre del año pasado. Y lo más significativo es que todo el avance de AS en este trimestre se ha producido en venta al número y suscripciones, según los datos hechos públicos ayer por la Oficina de Justificación de la Difusión (OJD).
AS también mejoró en marzo sus números con respecto a marzo de 2007. El periódico alcanzó una difusión de 232.606 ejemplares, 10.398 más que en marzo de 2007, un 4,7% de incremento. En marzo Marca, principal competidor, perdió 4.212 ejemplares (-1,4%) con respecto al mismo mes de 2007.
AS mantiene su liderazgo en la Comunidad de Madrid, donde seguimos por delante de Marca tanto en venta al número como en difusión. Y lo mismo sucede en Barcelona. En Andalucía el crecimiento de AS se puede calificar de espectacular. AS se ha situado ya por delante de Marca en 15 provincias españoles y se nota un avance significativo en Castilla-León, y particularmente en Valladolid.

março 14, 2008

FutMedia: Cofina encerra 2007 com lucro de 10,1 milhões

O grupo Cofina – proprietário de títulos como Record, “Correio da Manhã”, “Jornal de Negócios” e “Sábado”, entre outros – fechou o ano de 2007 com um lucro de 10,1 milhões de euros. O resultado traduz um crescimento de 4,5 por cento no lucro da holding de Paulo Fernandes, num comportamento em grande parte justificado pela evolução de 12,2% nas receitas comerciais das publicações do grupo, para 61,8 milhões.
De acordo com o relatório ontem enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), as receitas operacionais da Cofina em 2007 ascenderam a 134,6 milhões de euros, valor que representa um acréscimo de 2,5% face ao ano anterior. Além do crescimento nas receitas de publicidade, para esta evolução contribuiu ainda o aumento de 2,9% nos proveitos de circulação dos títulos da Cofina, para 58,8 milhões.
Por áreas de negócio, os jornais continuam a ser o maior pilar de proveitos da holding, com receitas operacionais de 94,8 milhões de euros, mais 3,5% que em 2006.

dezembro 27, 2007

FutMedia: Correio da Manhã e DN foram únicos diários a aumentar vendas

O Correio da Manhã e o Diário de Notícias (DN) foram os únicos diários a reforçar vendas nos primeiros nove meses deste ano, face a 2006, e a fugir à quebra generalizada do segmento, que perdeu 16 mil exemplares.
Entre Janeiro e Setembro deste ano, o segmento dos diários, composto por sete títulos de informação geral e desportiva, vendeu um total de 437.663 exemplares, menos 3,6 por cento do que no ano passado, altura em que as vendas quase alcançavam os 454 mil exemplares, segundo dados hoje divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo das Tiragens e Circulação (APCT). Números que significam que os portugueses compraram menos 16.317 jornais diários nos primeiros nove meses do ano.
No grupo dos sete diários pagos (generalistas e desportivos), o Correio da Manhã e o DN foram os únicos títulos a registarem um comportamento positivo face aos primeiros noves meses de 2006.
O Correio da Manhã, jornal do grupo Cofina, continua a ser o diário mais vendido em Portugal, conseguindo subir 3,7 por cento e passando para uma circulação paga (vendas em banca e por assinaturas) superior a 117 mil exemplares. Apesar de apresentar uma subida menos significativa (2,6 por cento), o DN, da Global Notícias, também ampliou as suas vendas, que atingiram quase os 37 mil exemplares.
Em 2006, as vendas do jornal agora dirigido por João Marcelino eram de 35.882 exemplares. A maior descida (16,3 por cento), no período em análise, foi atribuída ao jornal 24horas, também detido pela Global Notícias. O título de cariz popular sofreu uma quebra de quase 7 mil unidades diárias na circulação média paga, passando a apresentar vendas de 35.479 exemplares.
No ano passado, o diário detinha uma circulação superior a 42 mil unidades.
O Jornal de Notícias (JN), outro título da Global Notícias, manteve-se como o segundo diário mais comprado pelos portugueses nos primeiros nove meses de 2007, mas também não escapou à tendência do segmento.
O jornal passou de uma circulação média paga de 95.594 exemplares para vendas na ordem das 93.265 unidades, ou seja, uma quebra de 2,4 por cento.
O jornal Público, da Sonaecom, fixou os seus valores de circulação nos 42.494 exemplares, o que significa que vendeu menos cerca de 3 mil exemplares por dia face ao período homólogo de 2006.

DESPORTIVOS. As vendas dos diários desportivos também desceram em relação ao mesmo período de 2006, com os jornais O Jogo e Record (os únicos desportivos pagos a serem auditados pela APCT) a venderem menos, no seu conjunto, cerca de 9 mil exemplares.
O Record alcançou, no período em análise, uma circulação média paga de 76.524 unidades, representando uma descida de 5,2 por cento face ao ano passado. O Jogo (Global Notícias) fixou as suas vendas nos 35.569 exemplares, menos 12,3 por cento em relação ao período homólogo do ano passado.

dezembro 14, 2007

FutMedia: Marca em Portugal para agitar o mercado dos jornais desportivos

A Económica SGPS, proprietária do Diário Económico e Semanário Económico, está a preparar o lançamento do desportivo Marca, título da Unidad Editorial, empresa que resultou da fusão entre a Recoletos - editora da Marca, do Expansión e dos dois jornais portugueses - e a Unedisa - proprietária do El Mundo -, após a compra da primeira pelo grupo italiano RCS MediaGroup. A Marca deve chegar Portugal no primeiro semestre do ano, ainda antes do Campeonato Europeu de Futebol.
Ao que o M&P apurou, a Marca vai começar com uma periodicidade diária, e terá um posicionamento “menos clubistico” do que A Bola, o Record e O Jogo, os seus três concorrentes directos. A ideia é lançar um jornal onde exista uma abordagem mais profunda das notícias e que seja mais transversal a nível de leitores. O grafismo resultará de uma adaptação do congénere espanhol, com o qual também poderão existir algumas sinergias a nível de textos, uma vez que o Campeonato Espanhol é dos mais seguidos pelos portugueses. O director da Marca já terá sido contratado cabendo-lhe, nos próximos meses, a escolha da equipa.
Para além do potencial de venda em banca, e ao contrário do que era tradicional nos títulos desportivos, o objectivo é que uma parte muito significativa das receitas da Marca portuguesa sejam provenientes da publicidade.
Recorde-se que durante o último ano falou-se bastante de uma possível compra/parceria entre A Bola e a editora dos títulos económicos, que não chegou a concretizar-se. A administração da Económica sempre tornou pública a vontade de crescer em Portugal, através de parcerias ou lançamentos. Em Julho, em entrevista à agência Bloomberg, Antonello Perricone, presidente do RCS MediaGroup reforçou a intenção de crescimento em Portugal. Até ao fecho desta edição online não foi possível falar com a Económica.

dezembro 10, 2007

FutMedia: Casa de Imprensa quer mais sócios e oferece novos serviços

A Casa de Imprensa, associação mutualista que tem como sócios jornalistas, vai tentar cativar associados de outras profissões e oferecer novos serviços para tentar ultrapassar a crise que atravessa depois do fim do financiamento público da Caixa de Jornalistas.
Com o fim do financiamento público da Caixa de Jornalistas, a Casa de Imprensa também foi afectada, porque oferecia aos associados um serviço com cobertura do subsistema de saúde dos jornalistas.
Durante este ano, a associação centenária continuou a comparticipar em 50% os actos médicos dos seus associados, suportados por activos próprios, mas esta situação é insustentável a médio prazo.
Por isso, o conselho de administração da Casa de Imprensa delineou uma estratégia que passa pela oferta de novos serviços e o alargamento da associação mutualista a trabalhadores das empresas de Comunicação Social, incluindo os meios audiovisuais, directores de comunicação de empresas, trabalhadores de empresas de comunicação legalmente constituídas e autores de obras literárias, científicas ou artísticas.
Esta estratégia, segundo o membro do conselho de administração José António Santos, vai ser apresentada na assembleia-geral de 12 de Dezembro, com a apresentação e votação das propostas de alteração dos estatutos e do projecto de regulamento de benefícios.
«O objectivo é refundar a Casa de Imprensa», disse à agência Lusa José António Santos, sublinhando que a associação «precisa de mais associados para viver mais três anos a edificar os alicerces da sua acção mutualista».
Sustentando que com apenas 1.500 associados, como tem actualmente, é impossível a Casa de Imprensa assumir-se como uma associação mutualista, José António Santos adiantou que uma das alterações aos estatutos propostos pela administração é que o «universo de massa crítica seja alargado».
Mas a estratégia da Casa de Imprensa passa também pela oferta de novos serviços, entre os quais «Posto de Emprego», ou seja, um serviço idêntico ao que é prestado pelos médicos colocados nas empresas para atender os respectivos trabalhadores, nomeadamente passar receitas ou exames médicos.
Este serviço vai resultar de um protocolo com o Ministério da Saúde e tem um prazo de concretização «imediato», disse José António Santos.
A Casa de Imprensa pretende ir ainda mais longe e prevê estabelecer um convénio com o Ministério da Saúde, durante o primeiro trimestre do ano, para a criação do «Médicos em Concorrência».
Este serviço vai possibilitar aos associados da Casa de Imprensa consultas de médico de família, idênticas às que são oferecidas nos Centros de Saúde.
Para tal, os utentes deixam de estar inscritos nos Centros de Saúde e passam a ser acompanhados pelo médico da Casa de Imprensa, que pode, inclusivamente, passar «baixas», só permitidas aos médicos do Serviço Nacional de Saúde.
Estes dois novos serviços são alguns dos «trunfos» que a Casa de Imprensa tenciona usar para atrair mais associados, uma condição para a sustentabilidade da associação mutualista, depois do Governo ter deixado de comparticipar as despesas de saúde da Caixa dos Jornalistas.
Outra das propostas que será feita na assembleia-geral é a redução do valor das quotas mensais, que actualmente tem o valor de 16,65 euros.
José António Santos acredita que com uma forte campanha de divulgação vai ser possível aumentar o número de associados da Casa de Imprensa, mas salientou que a instituição ainda tem outros problemas por resolver, nomeadamente de reorganização interna, modernização em termos administrativos e melhoria das boas práticas administrativas e de contabilidade.

novembro 14, 2007

FutMedia: "Bild" muda para Berlim

A transferência da redacção principal do Bild, o jornal mais lido e de maior tiragem na Europa, de Hamburgo para Berlim, que irá realizar-se em Março de 2008, implicará a imigração de 500 funcionários, entre profissionais da administração e jornalistas.
Mas a administração do grupo Springer teve de convencer os trabalhadores a mudarem-se para uma nova cidade, que fica a cerca de 300 quilómetros. Inicialmente, em Maio passado, os jornalistas protestaram a necessidade de mudarem de residência. A administração do grupo Springer comprometeu-se então a auxiliar os profissionais na procura de casas, escolas e creches.
Serão transferidas as redacções do Bild e do Bild am Sonntag, uma edição que sai ao domingo. Em Hamburgo, continuarão a ser feitas Spiegel e Die Zeit.
A chegada às novas instalações está planeada para o período das férias da Páscoa, em Março de 2008, altura em que o fluxo de notícias é menor.
A medida segue a tendência da mudança dos grandes grupos de comunicação para Berlim, que se detecta desde a altura em que a cidade recuperou o estatuto de sede do Governo, em 1999.
Refira-se que o grupo Springer, o maior consórcio europeu de imprensa escrita, distribui mais de 4 milhões de exemplares diários, sendo o mais difundido da Europa.

novembro 13, 2007

FutMedia: Jovens europeus gastam mais tempo online do que a ver TV

Seis em cada 10 europeus acedem à Internet com regularidade e os jovens preferem navegar na web do que ver televisão, segundo um estudo hoje divulgado.
O estudo da Associação Europeia de Publicidade Interactiva indica que 82 por cento dos jovens, na faixa etária dos 16 aos 24 anos, prefere navegar na Internet, entre cinco a sete dias por semana, enquanto 77 por cento gosta de ver televisão com regularidade, o que representa uma quebra de cinco por cento em relação a 2006.
Neste estudo fica também claro que mais de 80 por cento dos inquiridos afirmaram «não poder viver» sem pelos menos uma actividade na Internet.
Desde o ano passado registou-se um aumento de 12 por cento no acesso de utilizadores europeus com 55 anos ou mais e um aumento de cinco por cento de cibernautas do sexo feminino.
O estudo indica ainda que 42 por cento dos utilizadores comunicam através de redes sociais pelo menos uma vez por mês.
O número de pessoas que vêm televisão, filme ou vídeo on-line, pelo menos uma vez por mês, subiu 150 por cento desde 2006.
O estudo foi realizado através de entrevistas telefónicas em Setembro a 7.008 pessoas na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Finlândia, Grã-Bretanha, Holanda, Itália, Noruega e Suécia.
O mesmo estudo indica que nas 10 nações, 169 milhões de pessoas estão «frequentemente» on-line.
Durante a semana, gastam 11,9 horas on-line e um terço deles, ou seja 48 milhões de pessoas, é identificado como utilizador muito frequente por despender de 16 horas semanais ou mais na Internet.
Do universo inquirido, 87 por cento dos utilizadores procuravam informação, seguindo-se 81 por cento das pessoas a dedicar o tempo a consultar o e-mail.
Nas redes sociais encontram-se 42 por cento dos utilizadores, enquanto 37 por cento se dedica às mensagens instantâneas.
A fazer downloads de música e a ouvir rádio estão 31 por cento dos inquiridos, enquanto a ver televisão, filmes ou vídeos on-line estão 30 por cento.
Entre 27 e 20 por cento dos inquiridos estão a ler críticas on-line, a participar em fóruns ou a fazer o download de filmes e vídeos.
A banda larga é a mais utilizada na Europa, com 80 por cento dos internautas a navegar a alta velocidade.

FutMedia: Patrões querem recriar Conselho de Imprensa

A Associação Portuguesa de Imprensa (APImprensa) vai propor a criação de um novo modelo de Conselho de Imprensa (que já existiu nos anos 90) como forma de auto-regulação para os jornais portugueses, disse ao DN João Palmeiro, presidente da associação, à margem de um encontro sobre televisões na Internet. Palmeiro esclareceu que não se trata de reactivar o antigo Conselho de Imprensa, mas sim de criar um novo modelo, que "nada terá a ver com os modelos tradicionais que existem na Europa".
A ser criado, o novo Conselho de Imprensa envolverá patrões dos media e jornalistas e terá competências nas áreas do direito de resposta e deontológicas. "O nosso primeiro passo será falar com a ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social] porque é esta que tem a responsabilidade de apoiar mecanismos de auto-regulação", explicou Palmeiro, que tem já uma reunião marcada com o regulador para discutir a possibilidade de ser criado aquele novo órgão de auto-regulação, cujos contornos não quis adiantar.
O presidente da APImprensa admitiu que a ideia de "ressuscitar", mas em novos moldes, o Conselho de Imprensa surgiu depois de na última conferência da ERC tanto os directores e patrões dos media como o próprio ministro terem defendido e desafiado, respectivamente, o sector a avançar para a auto-regulação.
No encontro, falou-se ainda dos efeitos da directiva comunitária para os Serviços de Media Audiovisual (conhecida por AVMS), com vários dos presentes a avisar que esta poderá alterar o modelo de televisão tradicional, introduzindo alterações ao nível da publicidade, auto e co-regulação e educação para os media.

outubro 01, 2007

FutMedia: 1200 jornalistas assassinados na última década

Mais de 1200 jornalistas foram assassinados nos últimos 10 anos. 131 só desde o início de 2007. E outros mil, em especial os que trabalham em zonas de conflito, foram vítimas de agressões ou de intimidações na última década. Os números foram divulgados recentemente pelo subdirector geral-adjunto para a Comunicação da UNESCO, Mogens Schmidt, com base num relatório da organização. Citado pelo diário El Mundo, o responsável avisou que os ataques a profissionais da comunicação social "são um fenómeno que não pára de aumentar".

setembro 30, 2007

FutMedia: Vendas dos jornais no primeiro semestre de 2007

O Correio da Manhã é cada vez mais o líder da Imprensa diária, vendendo em banca, no primeiro semestre do ano, 113 450 exemplares, de acordo com os dados revelados ontem pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT).
O maior jornal diário português vendeu nos primeiros seis meses do ano mais 27 259 mil exemplares do que o ‘Jornal de Notícias’, que se mantém como o segundo título do segmento (com 86 191 exemplares), também ele bem longe das outras publicações: ‘Público’ (37 147 exemplares), ‘24 horas’ (33 044) e ‘Diário de Notícias’ (29 049). Estes três jornais juntos vendem em média menos 14 210 exemplares por dia do que o CM.
O CM foi o único diário generalista que vendeu em banca mais do que em igual período de 2006. O jornal da Cofina conquistou 2869 novos leitores. Em termos absolutos, o ‘JN’ foi o que vendeu menos comparativamente aos primeiros seis meses do ano passado, tendo perdido 7019 exemplares. O ‘24 horas’ vendeu menos 6504 jornais, o ‘Público’ menos 3167 e o ‘Diário de Notícias’ menos 221.
No segmento dos semanários, o ‘Expresso’ vendeu 115 808 exemplares, menos 1794 do que no primeiro semestre do ano passado. O ‘Sol’, lançado em Setembro de 2006, vendeu em média no primeiro semestre deste ano 46 840 jornais, enquanto que o ‘Courrier Internacional’ registou uma quebra de 3124 exemplares comparando os semestres. Vende em banca 17 690 cópias. O ‘Tal & Qual’, que hoje se publica pela última vez, estava a vender 9864 exemplares.
No domínio das revistas, a ‘Visão’ passou de 52 290 para 61 205 exemplares e a ‘Sábado’ vendeu em banca mais 14 453 cópias do que no primeiro semestre de 2006, chegando às 52 792. A ‘Focus’ quedou-se pelos 12 835 exemplares.
O ‘Record’ continua a ser o desportivo mais vendido em banca: 69 472 exemplares, isto é, mais 36 493 do que ‘O Jogo’. A outra publicação paga, ‘A Bola’, não é auditada.
Na imprensa económica, outro dos títulos do Grupo Cofina, o ‘Jornal de Negócios’ registou uma circulação total de 8442 no primeiro semestre de 2007, contra os 7583 registados no período homólogo de 2006. As vendas em banca contabilizaram os 2838 exemplares.