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maio 11, 2011

Escola da Fontinha: o rosto do Porto infeliz de Rui Rio e de um regime apodrecido

Era uma vez uma escola que se encontrava desactivada há 5 anos numa zona degradada do Porto. As instalações eram invadidas por toxicodependentes, instalando um clima de insegurança e criminalidade lamentavelmente recorrente na Invicta. De repente, um grupo de jovens decidiu criar um projecto cívico e, gratuitamente, ocupou o espaço, recuperou-o, assumiu as obras e desenhou uma grelha de actividades pedagógicas e lúdicas, para todas as idades, que dinamizou a comunidade em torno da agora tristemente famosa Escola da Fontinha.

Com Portugal em crise e o FMI a sugar o pouco sangue que ainda resta ao nosso povo, era de esperar que as autoridades abraçassem o projecto dos "okupas", o tornassem um bom exemplo cívico e o usassem como exemplo para espalhar estas iniciativas pela cidade e pelo país. No Porto infeliz de Rui Rio, o pior presidente de câmara da história da cidade, o "prémio" que estes cidadãos receberam foi uma intervenção policial violenta, de shotguns em punho, que levou uma habitante da Fontinha a afirmar que "parecia que vinham prender o Bin Laden".

Pela Lei, os ocupantes deste espaço que, repita-se, estava abandonado há 5 anos e que pelos vistos o município prefere que assim continue, teriam de ser notificados para libertar a antiga escola no prazo de 90 dias. Em Portugal porém, e no Porto particularmente, a Polícia Municipal e a PSP são instrumentos de um regime podre ao qual obedecem caninamente demitindo-se de proteger os cidadãos. Mesmo dos abusos de poder. Por isso a acção violenta foi cega e implacável.

Importante mesmo, para a autarquia, são apenas as corridas de calhambeques nas quais investe milhões de euros anualmente, o seu maior legado para a cidade para além da descaracterização da Avenida dos Aliados. Um político como Rui Rio, sem ideias e sem obra, que se perpetua mediaticamente à custa da imagem criada pela oposição radical a um clube de futebol, é um sintoma da complacência que conduziu Portugal ao abismo. Custa-me dizer isto mas, enquanto povo, temos a crise que merecemos.

Está uma petição em curso e o ES.COL.A, o espaço autogestionado do Alto da Fontinha, pode ser conhecido por aqui: http://escoladafontinha.blogspot.com