Com Portugal em crise e o FMI a sugar o pouco sangue que ainda resta ao nosso povo, era de esperar que as autoridades abraçassem o projecto dos "okupas", o tornassem um bom exemplo cívico e o usassem como exemplo para espalhar estas iniciativas pela cidade e pelo país. No Porto infeliz de Rui Rio, o pior presidente de câmara da história da cidade, o "prémio" que estes cidadãos receberam foi uma intervenção policial violenta, de shotguns em punho, que levou uma habitante da Fontinha a afirmar que "parecia que vinham prender o Bin Laden".
Pela Lei, os ocupantes deste espaço que, repita-se, estava abandonado há 5 anos e que pelos vistos o município prefere que assim continue, teriam de ser notificados para libertar a antiga escola no prazo de 90 dias. Em Portugal porém, e no Porto particularmente, a Polícia Municipal e a PSP são instrumentos de um regime podre ao qual obedecem caninamente demitindo-se de proteger os cidadãos. Mesmo dos abusos de poder. Por isso a acção violenta foi cega e implacável.
Importante mesmo, para a autarquia, são apenas as corridas de calhambeques nas quais investe milhões de euros anualmente, o seu maior legado para a cidade para além da descaracterização da Avenida dos Aliados. Um político como Rui Rio, sem ideias e sem obra, que se perpetua mediaticamente à custa da imagem criada pela oposição radical a um clube de futebol, é um sintoma da complacência que conduziu Portugal ao abismo. Custa-me dizer isto mas, enquanto povo, temos a crise que merecemos.
Está uma petição em curso e o ES.COL.A, o espaço autogestionado do Alto da Fontinha, pode ser conhecido por aqui: http://escoladafontinha.blogspot.com