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março 03, 2013

Mais 10 detenções por jogo ilegal envolvendo póquer


Dez homens foram detidos, na Amadora, por suspeita da prática de jogo ilegal num estabelecimento comercial, em ambiente de casino clandestino, segundo informou a PSP esta sexta-feira.
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP informou que os homens, com idades entre os 22 e os 50 anos, foram detidos na madrugada de quinta-feira, na freguesia da Venteira, durante uma operação policial.
Segundo a polícia, esta operação resultou de uma investigação que teve início em denúncias de moradores que relatavam a prática de jogos de fortuna e de azar dentro de um estabelecimento comercial, nomeadamente jogos de poker. A polícia apreendeu 631 euros.
Com esta ação, a divisão da Amadora da PSP elevou para trinta as detenções pelo mesmo tipo de crime no espaço de um mês.

Adianta pouco existirem programas (pagos pela Pokerstars...) na televisão explicando que o póquer tem rigorosamente nada a ver com os jogos de sorte e azar dos casinos quando a lei anacrónica que continua a gerir o sector impõe que as autoridades tenham de qualificar como crime algo que deveria poder ser praticado em qualquer local. Amanhã não é a véspera do dia em que o póquer será considerado um Desporto, mental ou convencional, e libertado do jugo dos casinos. Mas esse tempo chegará.

maio 24, 2011

Póquer toma o lugar da sueca no Jamor (via jornal Record)


A tradição da Taça de Portugal de Jamor esteve em discussão. Há quem ache que ainda é o que era, mas também não falta quem entenda que é altura de passar para estádios mais modernos. Certo é que, nas matas onde não faltam piqueniques recheados de petiscos, o póquer parece ter tomado o lugar da sueca como passatempo preferido para ocupar o tempo até à hora de ir para as bancadas. Pelo menos, foi o que a objectiva do repórter-fotográfico Pedro Ferreira, do jornal Record, descortinou na sua incursão por entre os milhares de adeptos que viveram as emoções da prova rainha.

Esperemos que o facto desta imagem ter sido publicada na edição em papel não seja motivo para o comissário Costa Ramos, da PSP, incluir nas habituais recomendações aos adeptos que, na próxima época, não só deixem as armas brancas e os cocktails molotov em casa, mas também que se abstenham de... jogar póquer. Contra ventos e marés, a nossa modalidade veio para ficar. Sigaaa!!!

maio 11, 2011

Escola da Fontinha: o rosto do Porto infeliz de Rui Rio e de um regime apodrecido

Era uma vez uma escola que se encontrava desactivada há 5 anos numa zona degradada do Porto. As instalações eram invadidas por toxicodependentes, instalando um clima de insegurança e criminalidade lamentavelmente recorrente na Invicta. De repente, um grupo de jovens decidiu criar um projecto cívico e, gratuitamente, ocupou o espaço, recuperou-o, assumiu as obras e desenhou uma grelha de actividades pedagógicas e lúdicas, para todas as idades, que dinamizou a comunidade em torno da agora tristemente famosa Escola da Fontinha.

Com Portugal em crise e o FMI a sugar o pouco sangue que ainda resta ao nosso povo, era de esperar que as autoridades abraçassem o projecto dos "okupas", o tornassem um bom exemplo cívico e o usassem como exemplo para espalhar estas iniciativas pela cidade e pelo país. No Porto infeliz de Rui Rio, o pior presidente de câmara da história da cidade, o "prémio" que estes cidadãos receberam foi uma intervenção policial violenta, de shotguns em punho, que levou uma habitante da Fontinha a afirmar que "parecia que vinham prender o Bin Laden".

Pela Lei, os ocupantes deste espaço que, repita-se, estava abandonado há 5 anos e que pelos vistos o município prefere que assim continue, teriam de ser notificados para libertar a antiga escola no prazo de 90 dias. Em Portugal porém, e no Porto particularmente, a Polícia Municipal e a PSP são instrumentos de um regime podre ao qual obedecem caninamente demitindo-se de proteger os cidadãos. Mesmo dos abusos de poder. Por isso a acção violenta foi cega e implacável.

Importante mesmo, para a autarquia, são apenas as corridas de calhambeques nas quais investe milhões de euros anualmente, o seu maior legado para a cidade para além da descaracterização da Avenida dos Aliados. Um político como Rui Rio, sem ideias e sem obra, que se perpetua mediaticamente à custa da imagem criada pela oposição radical a um clube de futebol, é um sintoma da complacência que conduziu Portugal ao abismo. Custa-me dizer isto mas, enquanto povo, temos a crise que merecemos.

Está uma petição em curso e o ES.COL.A, o espaço autogestionado do Alto da Fontinha, pode ser conhecido por aqui: http://escoladafontinha.blogspot.com