dezembro 31, 2004
TRAGÉDIA NA ÁSIA: Selecção Nacional quer ajudar
Gilberto Madail revelou ao jornal A Bola que a FPF está a preparar, para a primeira quinzena de Janeiro, um jogo de solidariedade, a realizar no Estádio da Luz, entre a Selecção Nacional e uma selecção de jogadores dos países afectados pelo tsunami do passado domingo. A receita será integralmente entregue às organizações que coordenam o auxílio às vítimas da maior catástrofe dos tempos modernos. "Queremos encher o Estádio da Luz e angariar, pelo menos, 500 mil euros. Este é um tempo de solidariedade e o futebol tem de dizer presente", afirmou Gilberto Madail.
Trata-se de uma ajuda bem intencionada, que nos deve deixar orgulhosos. Desta vez, para variar, a FPF merece aplausos. Simplesmente alguém deve ter feito mal as contas. É que, para além das jornadas da SuperLiga, para o dia 12 de Janeiro está marcada uma ronda da Taça de Portugal, pelo que a referida manifestação de solidariedade só poderá acontecer na segunda quinzena do primeiro mês de 2005.
Seja como for, as verbas que o futebol português se propõe angariar, ainda que de forma meritória, acabam por ser pouco significativas perante o que fizeram, por exemplo, os 20 clubes da Premier League inglesa. Aproveitando para um fim louvável o seu poderio financeiro, cotizaram-se e vão oferecer um milhão de libras (cerca de 1,41 milhões de euros) às vítimas do sismo que abalou parte da Ásia no passado domingo. Cada clube contribui individualmente com 50 mil libras (cerca de 70.500 euros).
Felizmente, perante uma desgraça que, dizem responsáveis dos próprios países envolvidos na tragédia, poderá redundar num balanço de mortos na ordem dos 400 mil, o melhor lado da natureza humana vem ao de cima. O que não invalida que todo este cenário seja inacreditável dentro da realidade tecnológica actual, e a fazer o "11 de Setembro" parecer uma brincadeira de crianças. Quanto aos portugueses, e depois de alguns episódios tristes de permeio, fala-se em 17 compatriotas nossos desaparecidos. Pelo menos, ficamos a saber com tudo isto que Portugal não tem planos minimamente decentes para reagir a um eventual terramoto grave, nem qualquer sistema de alerta contra uma "tsunami". Podemos dormir descansados. Finalmente, aqui ficam os dados das campanhas de solidariedade que estão a decorrer entre nós, com vista a ajudar as vítimas da desgraça, podendo cada um tomar livremente a decisão de conceder algum apoio material:
SOS Crianças da Ásia, da UNICEF: CGD - NIB: 003501270002824123054
Médicos do Mundo: BPI - NIB: 003505510000772213032
Missão na Ásia da AMI: BES - NIB: 000700154000000672
Caritas: CGD - NIB: 003506970063091793082
Cruz Vermelha: BPI - NIB: 001000001372227000970
Por último, e talvez por ser a forma mais acessível para um visitante típico do MEGAFONE dar uma ajuda, destaco a campanha da TMN. Ligando para o 12700, o valor de um euro será integralmente entregue para ajudar as vítimas do maremoto. A outra possibilidade é o envio de uma sms com a palavra "ajuda" para o mesmo número. É fácil, custa pouco e pode salvar vidas.
dezembro 30, 2004
TRAGÉDIA NA ÁSIA: Eis a Parvalhona do Ano!!!
"Sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto. Por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são".
dezembro 28, 2004
BLOGUEIO MENTAL-44: Zé Povinho bem comido!!!
Isto é que foi uma barrigada natalícia. Espero que os meus amigos tenham comido bem, claro, mas desta vez estou a referir-me às empresas que realmente gozaram como pretas com os votos de boas festas que os comuns mortais se entretêm a enviar. Segundo a contabilidade oficial, a TMN processou 108,4 milhões de SMS durante o período de Natal. A operadora móvel portuguesa divulgou ainda, em comunicado, que os seus clientes enviaram 50,9 milhões de SMS, mais 5,7 milhões do que em 2003. Segundo a TMN, entre 20 e 25 de Dezembro, os seus clientes enviaram também 264 mil MMS (mensagens multimédia), o que equivale a "mais do dobro do que em igual período do ano passado". No mesmo comunicado, a TMN assegura ainda ter feito a "entrega praticamente imediata de todas as mensagens". Por sua vez, a Vodafone anunciou ter registado cerca de 64 milhões de mensagens nos dias 24 e 25 de Dezembro, um aumento de cerca de 21% face ao período homólogo do ano passado. Adicionados 46 milhões da Optimus, mais de 200 milhões de SMS foram processadas em Portugal neste Natal. Quanto às MMS, terão sido enviadas, no conjunto dos três operadores, cerca de 800 mil. Agora é só fazer as contas, como dizia o nosso ex-primeiro-ministro Guterres, e confirmar que as empresas engordaram, o Estado sacou o seu com o IVA obrigatório, e o Zé Povinho voltou a ser comido de cebolada enquanto se divertia às custas da sua própria ingenuidade...
FUTBOLAS-36: Falcão do futsal para... o futebol!!!
À terceira foi de vez. O brasileiro Falcão, capaz de fazer coisas incríveis com a bola em pavilhão, eleito o melhor jogador do recente Mundial de futsal (Novembro, em Taiwan) e também o melhor de 2004 para a FIFA, acaba de trocar os recintos pelos relvados, mais precisamente pelo São Paulo. Depois das experiências falhadas na Portuguesa de Desportos e no Palmeiras, neste último como ala-esquerdo, Falcão vai mesmo dedicar-se ao futebol, pelo menos até Junho de 2005, data em que termina o contrato que rubricou com o São Paulo. E se tudo decorrer como prevê o presidente do clube paulista, Marcelo Gouveia, o ex-ala de futsal vai adaptar-se facilmente aos relvados e será uma espécie de "arma secreta" para atacar a Taça Libertadores da América. "Fiquei convencido de que não lhe foi dada, nos momentos anteriores, a oportunidade que ele merecia. Falcão é um talento e vem para integrar a equipa. É certo que a última decisão caberá ao treinador [Emerson Leão], mas ele também está entusiasmado", afirmou Marcelo Gouveia.
Falcão, de 27 anos, teve de rescindir contrato com o Malwee, equipa brasileira de futsal com a qual tinha compromisso por mais uma época. Aguarda-se com curiosidade o resultado desta mudança que, não sendo inédita, tem sempre contornos complicados. Por cá, o exemplo mais parecido foi o do craque Madjer, do futebol de praia, que chegou a estar perto de assinar pelo Paços de Ferreira, e que esta época tentou a sorte no Montijo, mas sem nunca conseguir vingar nos relvados.