novembro 09, 2006

Será isto o que se chama rabo escondido com o gato de fora?

O FC Porto parece que não vai à bola com os Gato Fedorento. O quarteto de humoristas no último programa da estação pública, ‘Diz que é uma espécie de magazine’, fez um ‘sketch’ sobre o presidente dos ‘dragões’ e, ontem, a estação foi impedida de entrar no Centro de Estágio do clube, em Olival/Crestuma.
Os ‘dragões’ não deram qualquer justificação para que fosse vedada a entrada de um repórter de imagem da RTP, mas várias fontes da estação admitem que na origem do caso está um ‘sketch’ dos Gato Fedorento intitulado ‘História nunca contada... na história nunca contada de Pinto da Costa’. A RTP, contudo, não se pronuncia sobre a medida portista, porquanto, diz a direcção de Programas ao CM, “desconhece as razões” que a ela presidiram.
No referido ‘sketch’, o quarteto caricatura o percurso do líder dos campeões nacionais de futebol desde a sua infância, período em que terá subornado os pais para ser o primogénito. As referências ao ‘Apito Dourado’ são uma constante, com a presença de um árbitro e de duas sugestivas moçoilas, mas o caso do guarda Abel também não é esquecido.

QUARTETO CONDENA REACÇÃO
“É uma reacção despropositada”, disse ao CM Ricardo Araújo Pereira. “A linguagem humorística pressupõe certos elementos. E na caricatura é o exagero”, explica. O humorista acrescenta que o quarteto “não tem por objectivo irritar as pessoas, nem andar atrás das pessoas para denegrir a sua imagem. Aquilo é uma mera rábula humorística”. O ‘Gato’ garante que o episódio não alterará o rumo do quarteto: “Não vamos mudar. A mudança de registos [para o novo programa] foi a manobra mais arriscada da nossa carreira. Poderíamos ter continuado a privilegiar as generalizações, mas achámos que, baseando-nos na actualidade, fazia mais sentido personalizar as coisas”.

novembro 08, 2006

A influência positiva do Futsal

Com mais equipas do que nunca a participarem na presente edição da UEFA Futsal Cup, a modalidade continua a ganhar importância na Europa. Das 40 que iniciaram a competição, restam 16, que aguardam agora para saber qual o destino do sorteio de sexta-feira, em Nyon, na Suíça. Todas, entre as quais o Sporting, têm a esperança de atingir a recém-criada "Final Four", agendada para Abril. Este novo, dramático e emotivo formato, ao estilo norte-americano, irá beneficiar a modalidade, que está a cativar cada vez mais adeptos um pouco por todo o continente. Mas se a popularidade do futsal só na última década teve um crescimento significativo, esta modalidade tem vindo a influenciar o futebol europeu, ainda que de forma indirecta, há bem mais tempo.

Influência brasileira
Os jogadores sul-americanos, em particular os brasileiros, começaram a chegar às principais Ligas europeias há já muitos anos, destacando-se geralmente pela sua superior técnica e visão de jogo e muitos deles desenvolveram os seus atributos a jogar a versão reduzida do futebol de 11. Pelé, Zico, Sócrates e Ronaldo, todos cresceram a jogar futsal no berço da modalidade, o Brasil, onde as crianças são encorajadas a praticá-la antes de, caso seja essa a sua vontade, se mudarem para o futebol.

Ricardo Gomes como exemplo
Ricardo Gomes, antigo capitão da selecção brasileira e actual treinador do FC Girondins de Bordeaux, é outro bom exemplo. Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo começou muito jovem a jogar futsal, até que acabou por assinar por um dos emblemas de maior prestígio do país. "Eu era apaixonado pelo futsal e adorava jogar com os meus colegas", confidenciou ao uefa.com. "Quando tinha 12 anos, um olheiro do Fluminense FC observou-me e tentou convencer-me a jogar pela sua equipa. Resisti durante quatro ou cinco meses, porque jogava bem futsal e queria continuar, mas o Fluminense insistiu e acabei por ceder".

"O futsal ajudou-me"
Para o Fluminense, foi uma aposta ganha. Ricardo jogou durante seis temporadas no centro da defesa, antes de se mudar para o Benfica e, mais tarde, para o Paris Saint-Germain FC. Somou ainda 45 internacionalizações pela selecção do seu país. Mas Ricardo não duvida que os primeiros anos da carreira, passados nos ringues de futsal, ajudaram-no a desenvolver-se enquanto jogador. "O futebol é um desporto completamente diferente e quando mudei foi como começar do zero", afirmou. "Mas olhando para trás vejo que certos aspectos do futsal me ajudaram enquanto futebolista".

"Cada centímetro conta"
“No futsal, a técnica é o mais importante. Todos os centímetros contam e quando se faz um passe ou se embala com a bola tem de se ter em conta o 'timing' e a velocidade de execução, ou a jogada não resultará. No futebol, a margem de erro é maior e a vertente física é mais importante", continua o treinador do Bordéus, de 41 anos, que esta época conseguiu levar a sua equipa à fase de grupos da UEFA Champions League pela primeira vez desde a temporada de 199/2000.

Jogadores mais versáteis
Tal como a maioria dos defesas brasileiros, Ricardo combinava o poder físico com a boa capacidade técnica, qualidades que ele sente terem vindo do futsal. "Quando jogava futsal não era defesa", explica. "Mas aí todos os jogadores têm de jogar em todo o terreno, pelo que surgia no ataque, na ala esquerda, na ala direita e na defesa. É uma modalidade que promove a polivalência e ajuda os jogadores a tornarem-se mais versáteis. Se começares desde muito novo a jogar só futebol podes tornar-te num defesa muito sólido, mas nunca vais aprender a passar a bola ou a marcar um golo", explica.

Métodos diferentes
Se enquanto jogador Ricardo beneficiou com o facto de ter praticado futsal, o brasileiro garante que enquanto treinador os seus métodos são os convencionais. "Quando me iniciei como treinador já tinha passado na Europa mais de metade da minha carreira de jogador profissional, pelo que estava familiarizado com os métodos de treino europeus", refere. "No futsal há muita estratégia, mas não se pode comparar com o futebol. Ainda guardo excelentes memórias dos tempos em que jogava futsal, mas não creio que isso influencie os métodos que utilizo no Bordéus".

Robinho e Diego
Pode ser verdade que essa estratégia em menor escala não seja totalmente semelhante à usada nos treinos de futebol, mas a verdade é que os jogadores continuam a tirar tanto proveito das suas raízes no futsal como Ricardo tirou na geração anterior. Ainda esta semana Robinho, avançado do Real Madrid CF, despedaçou a defesa do FC Steaua Bucuresti com a sua famosa pedalada - passando os pés sobre a bola à medida que avançava no terreno - enquanto Diego, número 10 do Werder Bremen, mostrou toda a sua técnica e rapidez de execução frente ao PFC Levski Sofia.

"Agilidade e habilidade"
"O futsal ajudou-me muito", revelou Diego ao uefa.com, sem quaisquer dúvidas sobre o papel que esta modalidade teve na sua actual forma de jogar. "É muito bom para melhorar a velocidade e a habilidade com a bola. Obriga-nos a pensar mais depressa." Com as 16 melhores equipas da Europa e alguns dos melhores jogadores do mundo a correrem atrás da glória na Ronda de Elite da Taça UEFA Futsal, é tempo de todos os fãs do “jogo maravilhoso” ficarem a conhecer o que envolve o futsal.

Esta não é nova mas tem sempre a sua piada...


Mesmo tendo um valor extremamente relativo, esta sondagem informal de um dos blogues do momento e com enorme popularidade na classe jornalística merece sempre o investimento de um par de minutos numa reflexãozita.

novembro 07, 2006

Procura-se um "sapatinho" que caiba nestes "chispes"...


Estas flageladas "patanas" são de um conhecido integrante das famigeradas Sessões Pirata. Uma espécie de "Cinderelo" à espera do sapatinho ideal para dar conforto às "solas" depauperadas pela actividade desportiva em pisos pouco recomendáveis. Quem adivinhar a identidade do visado sem recurso a métodos olfactivos, ou quiser somente realçar algo sobre os seus "penantes", pode dizer de sua justiça nos Comentários.

Blogueio Mental: A "estória" nunca contada de Pinto da Costa


Desculpem lá, mas não compreendo a indignação geral em torno de alguns recentes escândalos ocorridos no futebol português. Então não é o Estádio do Dragão que fica mesmo ao lado do Mercado da Fruta?

novembro 06, 2006

Conferências de imprensa sem perguntas... arranjem-lhes outro nome!!!

As conferências de imprensa com a sessão de perguntas e respostas parece estarem em vias de extinção em Espanha. Realizadas para dar uma informação sobre qualquer questão e posteriormente pretexto para esclarecer os jornalistas sobre assuntos mais pormenorizados, as conferências de imprensa começam, e não será só em Espanha, a ter um sentido diferente daquele a que lhes deu origem.
Agora, principalmente nas conferências de carácter político, parece estar na moda fazer apenas uma declaração inicial, sem se dar, depois, direito aos jornalistas para interrogarem os promotores da dita conferência.
Aconteceu recentemente em Espanha, na apresentação do candidato do PSOE à Câmara de Madrid, quando o presidente do Governo, José Luis Zapatero se limitou a ler uma declaração sem abrir espaço à sessão de perguntas.
Idêntica fórmula foi utilizada por Mariano Rajoy, líder do PP, na altura em que convocou a imprensa apenas para ler um texto de cinco folhas, recusando-se posteriormente a responder aos profissionais da comunicação social.
Essa "moda" está a gerar fortes contestações e o protesto chegou através da Associación de La Prensa de Madrid (APM). Para o presidente desse organismo, Fernando González a grande maioria dos jornalistas espanhóis de informação política estão a ficar saturados com a atitude dos políticos, que "se limitam a fazer uma declaração inicial, retirando-se logo de seguida".
Esta tipo de atitude "põe em causa", segundo Fernando González, "os direitos dos cidadãos, nomeadamente o direito a uma informação contrastada e completa".
Os jornalistas espanhóis pretendem acabar com aquela prática recente e reclamam o seu direito de questionar os políticos, confrontando-os com as respectivas declarações produzidas.

novembro 04, 2006

Blogueio Mental: Um olheiro da "pesada"


Se virem este "olheiro" nos Clássicos entre os Super8 e a New Team ponham-se a pau antes de começarem a fazer habilidades com a bola. É que o homem representa um Gabinete de Prospecção um bocado "pesado". Vocês nem imaginam o quanto...