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janeiro 23, 2013

Como os casinos são mesmo mais seguros há que diabolizar o jogo online...


O vício levou um médico a derreter, durante dois anos, 2500 euros por noite de jogo. Agora conseguiu a condenação do Casino de Espinho a pagar 85 mil euros. Porque estava interdito e não lhe foi proibida a entrada.

Apostador compulsivo na banca francesa, o licenciado em Medicina e também em Medicina Dentária, dono de clínica e quintas vinícolas no Douro, gastou os cinco mil euros mensais que recebia no seu trabalho e perdeu dinheiro emprestado por bancos e amigos. Para continuar a apostar forte, ainda vendeu os carros, as jóias da mulher e uma quinta por um terço do preço de mercado.

Como se lembram pelo que escrevemos aqui, em abril de 2012, este nem sequer é o primeiro caso do género. Agora se percebe a preocupação das mais altas instâncias da Solverde com um cenário de responsabilização em torno da ausência de controlo dos jogadores interditados devido à ludopatia.

 

setembro 13, 2011

A hipocrisia dos casinos

Todos ficámos a saber ontem, através do Jornal de Notícias, que o Casino de Espinho foi condenado a pagar uma indemnização de mais de 82 mil euros a um viciado no jogo por não ter proibido o acesso às suas instalações (notícia aqui). Hoje, o espanto é ainda maior (ver aqui). Através do Diário de Notícias, as concessionárias argumentam não ter meios para identificar a banir os clientes que solicitam que lhes seja restringida a participação em jogos de fortuna e azar.

Ou seja, atingimos um ponto de suprema hipocrisia. Todos os argumentos relacionados com a segurança dos utilizadores por causa do perigo da ludopatia, que os monopólios utilizaram ao longo dos últimos anos para diabolizar o jogo online, no qual é englobado o póquer, caem pela base. Infelizmente, nunca será um Governo de direita a abalar a posição dominante da Santa Casa e dos Casinos dando início a um processo de legalização que já tarda e que nem à pressão do futebol profissional deu mostras de poder ceder nos tempos mais próximos.