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agosto 26, 2011

Como é possível contrariar tacticamente o "tiki-taka" do Barcelona?


A questão das soluções tácticas para contrariar o "tiki-taka" coloca-se, naturalmente, devido aos problemas que o FC Porto vai enfrentar no Mónaco, na decisão da Supertaça Europeia frente ao Barcelona. Eis a opinião qualificada do treinador de futebol português, José Peseiro:
– Só conheço duas formas e mesmo assim será sempre difícil de parar o tic-tac espanhol e do Barcelona. No processo defensivo é necessário ir alternando o posicionamento defensivo, entre um bloco alto, médio ou baixo, por forma a quebrar as rotinas de posse de bola dos espanhóis. No processo ofensivo, é importante ter as transições bem preparadas (como o Inter conseguiu fazer contra o Barcelona), tirando a bola do centro do jogo, porque é aí que eles se concentram e fazem a diferença, e procurando assim, através das referências, as zonas passivas do adversário. Também acho importante e crucial ter a bola, de forma a causar desposicionamentos, obrigando os espanhóis a deslocar-se mais no processo defensivo e assim desprogramar o seu jogo de posse, interferindo nas sua habituais rotinas.

outubro 01, 2007

Banho Táctico José Mota mete Jorge Jesus na ordem!!!!

"Há coisas que são uma treta..."
Tem toda a razão, mister. Mas deixe lá, são manias dos treinadores da "escola holandesa". E digo-lhe mais: se o Heracles Almelo, a pior equipa do mundo civilizado, ganhou ao AZ Alkmaar, então o Paços de Ferreira também é capaz. Como cantavam os Excesso: "Basta acreditar, que podes ganhar..."

setembro 26, 2007

Banho Táctico: Computador analisa atitude dos Lobos

Os números não enganam. Todos os jogos dos "lobos", como é conhecida internacionalmente a selecção nacional, são minuciosamente analisados por Henrique Garcia, 31 anos, o homem que faz a contabilidade da equipa portuguesa de râguebi. E não estamos a falar de dinheiro ou de despesas da comitiva. Entre outros parâmetros, Henrique regista as placagens de cada jogador, a percentagem de alinhamentos conquistados, a eficácia do portador da bola e os erros cometidos. Para isso, conta com o fundamental auxílio do Tech XV, um software francês comprado pela Federação Portuguesa de Râguebi há quatro meses por 2500 euros.
Para aprender a mexer no programa, Henrique, que também é treinador nas camadas jovens nacionais, esteve três dias em formação com um técnico francês. "Mas mesmo hoje sinto que ainda estou a desenvolver as potencialidades deste instrumento", assegura. Há muito que a análise dos jogos em vídeo é uma ferramenta utilizada pelas melhores equipas em todo o mundo - Adam Leach, que está na equipa técnica nacional nesta competição, fez esse trabalho para a Austrália no Campeonato do Mundo de 1995 -, mas Portugal apenas agora chega à alta roda. Antes era Tomaz Morais quem acumulava essa função, sem qualquer apoio tecnológico.
O que analisa então Henrique? "A equipa técnica define objectivos para o jogo, em relação, por exemplo, à percentagem de eficácia na formação ordenada e alinhamento, as penalidades cometidas, a eficácia nos pontapés de saída - se ficamos a jogar no meio campo adversário - e eu analiso se cumprimos o estabelecido. Depois analiso individualmente os jogadores: eficácia com a bola na mão; apoio ao portador da bola; placagens; tentativas de roubar a bola ao adversário; se avançou no terreno; erros; e ensaios."
Ou seja, durante os jogos ele está na bancada com um palmtop - que veio com o Tech XV e está sincronizado com o software - na mão, onde vai apontando as principais ocorrências do jogo - sucesso das formações ordenadas e alinhamentos, eficácia dos pontapés de saída, penalidades cometidas e perdas de bola - informação que vai ser utilizada por Tomaz Morais ao intervalo. Ao mesmo tempo, liga o computador ao cabo da televisão em que está a fazer a transmissão do jogo e converte as imagens para programa associando-as à informação do palmtop. Depois, no dia seguinte, com mais tranquilidade, poderá ver novamente a partida no computador e registar todos os outros parâmetros. Um trabalho de cerca de três horas. "Se tudo correr bem e não houver imprevistos", acrescenta ele.
As estatísticas que Henrique Garcia recolhe são apresentadas numa reunião nos dias posteriores ao embate. Os jogadores nem sempre aceitam a dureza dos números: "Alguns vêm pedir-me para ver algumas situações em que tenham falhado e por vezes discordam da minha interpretação. Mas a grande vantagem deste programa é que todos os números estão associados a uma imagem. Basta clicar nas placagens do jogador que elas aparecem, ou nas formações ordenadas da equipa para que o treinador de avançados possa analisar essas acções."
Além do trabalho de casa, Henrique está incumbido ainda de espiar o adversário: "Gravamos sempre dois jogos - para a Roménia foram os da Escócia e Itália - e analiso os seus pontos fortes e fracos nos pontapés de saída, faço um DVD sobre a sua formação ordenada e alinhamento e registo as suas jogadas a partir destas fase." No caso do próximo adversário, esta investigação será apresentada amanhã quando se analisar os jogadores da equipa romena, com quem Portugal joga na terça-feira.

julho 13, 2007

Banho Táctico: Diário de Jesualdo em Tegelen III

Criticámos a chuva e o clima frio da Holanda que encontrámos à chegada e agora, quando regressa o sol de que todos gostamos, parece que ficámos menos vivos, alegres. É preciso entender que, quando se treina com as intensidades que treinamos e com o acumular do cansaço, sabe muito bem a chuva e o frio da Holanda!
Hoje o sol regressou, está quente. Dizem as previsões que vai ser um fim-de-semana de temperatura elevada, mas nem isso retirou empenho e qualidade de trabalho nos treinos que realizámos, especialmente o da tarde.
Parece que a fadiga passa ao lado dos jogadores, mas também sabemos que amanhã, com o jogo, encerramos o segundo ciclo de trabalho cujos objectivos, como disse antes, apontam para a melhoria da condição física e para a orientação do jogo colectivo da equipa.
Os novos têm-se integrado muito bem, têm dado boas indiciações e continuamos a alimentar a esperança de que voltaremos a ter uma equipa competitiva.
Amanhã, do estádio do Den Bosch, esperamos grandes dificuldades. Sabemos isso perfeitamente, porque se trata de um adversário que quer vencer o FC Porto e vai jogar com muito vigor e muito contacto. Nós, na gestão normal do plantel e do esforço, vamos de novo apresentar duas equipas, uma para cada uma das partes, equilibrando-as de forma a poder garantir um ritmo uniforme durante os 90 minutos.
Hoje, sexta-feira 13, na conversa com os jogadores referi-lhes que estávamos no pior dia. Chegámos a meio do estágio, com grande desgaste. Desafiei-os para ultrapassarem tudo com a mesma determinação que têm apresentado, mas, acima de tudo, entendendo que a forma de vencer o cansaço é treinar bem e colocar em mente todas as ideias positivas que temos em relação à próxima época.
Até ao momento, e escrevo às 20h00 holandesas, a sexta-feira 13 não foi de nenhum azar!
Um abraço,
Jesualdo Ferreira

Banho Táctico: Cruyff não sabe que o Barça...

...vai começar a jogar com 4 bolas. Assim já ninguém duvidará que Ronaldinho Gaúcho, Lionel Messi, Samuel Eto'o e Thierry Henry cabem na mesma equipa. Interessante o facto de ninguém se lembrar de um tal de Deco, que por outras paragens até era conhecido por "Mágico". Como mudam os tempos.

julho 11, 2007

Banho Táctico: Diário de Jesualdo em Tegelen I

«O dia de hoje caracterizou-se por dois factos com características diferentes. Um foi a saída do Pepe e o outro a fantástica aplicação que os jogadores tiveram ao longo de três horas de trabalho proposto.
O Pepe foi um jogador importante no FC Porto, o FC Porto também foi de grande importância para o seu crescimento. No último ano chegou a patamares de rendimento que o projectaram para um clube como o Real Madrid. Todos nós desejamos-lhe a maior sorte do mundo.
Cumprimos hoje o segundo dia em Tegelen, no qual o nosso trabalho repousou em duas sessões de 90 minutos, que constaram fundamentalmente em trabalho de aumento de resistência específica e de potência aeróbia.
Durante a manhã todos os exercícios tiveram a bola presente, o que constituiu um factor de motivação para os jogadores. A tarde foi dedicada a um trabalho táctico-técnico com uma preocupação de manter a mesma linha de aumento de capacidade de resistência específica, utilizando estruturas tácticas mais dominadas pelos jogadores da época passada e uma integração dos jogadores novos dentro da linha de orientação de jogo que pretendemos.
Embora seja normal em todos os princípios de época, destaco a aplicação dos jogadores. Todos eles, sem excepção, estão a trabalhar nos limites que lhe são permitidos e os novos também se esforçam para, o mais rapidamente possível, demonstrarem as suas capacidades e integrarem a nossa concepção de jogo.
Amanhã não temos diário, por isso posso desde já desvendar que o treino da manhã não será limitado em nenhum aspecto pelo jogo da tarde. Seguirá a linha do que fizemos hoje, diminuindo o volume e aumentando a intensidade, não só de manhã, mas com o próprio jogo a servir como limiar de intensidade máxima para o momento.
A ideia, tendo em conta o facto de termos jogadores em número suficiente, é utilizar duas equipas nos dois períodos de jogo. O objectivo, claro, é ganhar, mas torna-se também importante gerir, pois este jogo não é mais do que uma unidade de treino de estrutura mais específica.»
Jesualdo Ferreira

julho 10, 2007

Banho Táctico: Diário de Jesualdo em Tegelen II

«A primeira fase do trabalho passou por procurar encontrar a forma de não perder tempo com os obrigatórios exames médicos, por isso programámos uma abordagem clara às questões de reforço muscular e um trabalho de resistência aeróbia em forma jogada. Isso trouxe a vantagem de avaliar melhor, num contexto global, os novos jogadores, fazendo-o através da equipa, em jogos diferentes e em espaços diferentes. Esta fase inicial permitiu-nos ter uma ideia mais segura dos jogadores no contexto FC Porto.
Agora, já aqui em Tegelen, vem a segunda fase da preparação. Vamos, acima de tudo, potencializar as questões táctico-técnica no contexto de equipa e também o trabalho de resistência específica e de força rápida, que tem a ver com a aproximação do suporte físico às situações de jogo. Vai haver uma alteração do volume de trabalho com intensidades projectadas na organização geral da equipa.
O dia de hoje foi preenchido com viagens e, de certa forma, foi cansativo, por isso tínhamos necessidade absoluta de fazer mexer os jogadores. O treino foi curto e trabalhámos a potência aeróbia. Ainda vamos reavaliar os jogadores em conjunto com a equipa médica e amanhã iniciamos o trabalho. Nesta perspectiva, os jogos, para além de terem a meta de ganhar e bem, são apenas unidades de treino de maior intensidade. É por isso que em nenhum momento deixará de haver treino de manhã, independentemente do jogo.
Temos aqui na Holanda 22 jogadores de campo para gerir cargas e recuperações da melhor forma. Nos jogos, mais importante que o rendimento da equipa, é o rendimento do colectivo de jogadores.
Até amanhã!»
Jesualdo Ferreira

julho 08, 2007

Banho Táctico: Fichas só tem saída na Argélia!!!

O treinador português Joaquim Teixeira vai assumir o comando do CABBA de Bordj, da primeira divisão argelina de futebol, com um contrato de um ano, disse hoje o técnico à Agencia Lusa.
Joaquim Teixeira explicou à Lusa ter ficado "impressionado com a amabilidade e recepção" dos dirigentes do CABBA, acrescentando que o clube dispõe de "boas condições de trabalho, com um relvado sintético de quarta geração e dois ginásios".
O técnico português, que já orientou Leça, Ovarense, Dragões Sandinenses e foi adjunto de António Oliveira no FC Porto e na selecção portuguesa, terá como adjunto Manuel Moreira. A equipa técnica viaja a 14 de Julho para a Argélia, tendo prevista a realização de um estágio de preparação "de duas ou três semanas", a partir de 17 de Julho, na Polónia.

julho 07, 2007

Banho Táctico: Francisco Chaló, o treinador que queria ser médico

Aos 43 anos, Francisco Chaló estreia-se como técnico principal na Liga. Um sonho antigo de alguém que queria ser médico mas a quem a falta de médias privou dessa pretensão. Enveredou então por um curso superior de Gestão. Só que o futebol falou mais alto e hoje colhe esses ensinamentos académicos na aplicação da metodologia dos treinos.
O telefone tocou quando menos esperava. Estava desempregado e dedicava-se exclusivamente à vice-presidência da Associação Nacional de Treinadores. “Foi em meados de Junho, quando consultava a net e atendi uma chamada privada. A pessoa era bem-falante e conversou comigo demoradamente. Disse que me conhecia bem e que a partir daquele momento eu era treinador da Naval. Pensei que fosse uma brincadeira e, a muito custo, a pessoa acabou por dizer que era o presidente da colectividade”, afirma o técnico.
Sem perder tempo, Francisco Chaló encontrou-se com Aprígio Santos, e esse primeiro encontro ficará gravado para a História, como confessa. “Senti um enorme orgulho por, finalmente, poder treinar uma equipa da Liga. Mas o que mais me espantou foi a forma como o convite me foi endereçado. O sr. Aprígio enumerou vários argumentos, entre os quais deu realce aos embates com o Feirense quando eu era treinador dessa equipa. Destacou a forma arrojada como armava a equipa, e isso pesou na sua decisão depois de comunicar aos outros órgãos da direcção. Pediu-me que continuasse a desenvolver um trabalho de evolução, com vista a criar a estabilidade definitiva da Naval ao mais alto nível, sem avançar com metas megalómanas. De imediato começámos a estruturar o plantel, e posso garantir que iremos ter uma equipa que vai dar muitas alegrias às gentes da Figueira da Foz. É importante captar mais sócios e criar uma sintonia perfeita com os adeptos. Essa será, sem dúvida, a minha prioridade”, sustenta Francisco Chaló.
Ainda sobre o líder da Naval, Chaló considera-o “um homem inteligente” e desfaz o conceito de Aprígio Santos ser uma pessoa distante das realidades do clube. “Ele está desperto para os mais ínfimos pormenores. Sendo uma pessoa de negócios, viaja bastante, mas sempre em contacto com o seu ‘staff’. Devo dizer que a sua forma de estar me impressionou bastante e que vai ao encontro do que sempre idealizei para o patamar da Liga. Sinto um desejo enorme de começar a trabalhar no estágio de Nelas, mas acreditem que não sinto qualquer grau de ansiedade. Confio no meu trabalho e estou determinado a vencer. A estreia a este nível não me atemoriza. Pelo contrário...”

PERFIL
Francisco Chaló treinou todos os escalões do futebol português. Começou no Alfenense e depois dedicou-se à captação de talentos no FC Porto, onde conquistou três campeonatos nacionais nas categorias de iniciados, juvenis e juniores. Em seniores, treinou o Pedras Rubras seis anos, para depois se dedicar ao Feirense durante três épocas na Liga de Honra. Recentemente, esteve em Praga no Congresso Internacional de Treinadores.

julho 06, 2007

Banho Táctico: Capucho saíu mal do FC Porto e já tem muita sorte em voltar para os Iniciados

Capucho que foi jogador emérito do FC Porto, antigo extremo, ao tempo de José Mourinho como treinador venceu um campeonato e uma Taça UEFA, tendo depois passado pelo Glasgow Rangers e pelo Celta de Vigo, antes de encerrar a carreira, está de regresso ao clube “azul e branco” para ocupar o cargo de treinador-adjunto dos juniores “C”. Nesta altura, de resto, o FC Porto já tem toda a estrutura técnica das camadas jovens definidas, faltando apenas saber-se quem será o treinador principal dos juniores “A”, face à saída de Ilídio Vale, não havendo para já substituto.

julho 05, 2007

Banho Táctico: João Carlos Pereira no Al-tadamon, ou mais um candidato a Mourinho que se deu mal

O treinador português João Carlos Pereira rubricou hoje um contrato de um ano com o Al-tadamon, clube da primeira divisão do Koweit, confirmou hoje o próprio à Agência Lusa.
"Há um ano que não treino, daí que tenha aceite este convite para dar continuidade à minha carreira. Em Portugal, não há mercado para tantos treinadores", afirmou o João Carlos Pereira lamentando o facto de não terem surgido propostas em Portugal à altura das suas expectativas. O técnico português começou a sua carreira na 2.ª Divisão, à frente do Marinhense e depois do Pombal, treinando posteriormente a Académica, o Nacional da Madeira (Liga Bwin), e por fim o Moreirense, na Liga de Honra.

junho 29, 2007

Banho Táctico: "Sem técnica não há táctica", diz o novo reforço técnico do FC Porto

"Sem técnica não há táctica". Esta é a filosofia de trabalho defendida pelo holandês que vai integrar os quadros técnicos do FC Porto, integrado no projecto "Visão 611", conta-nos o Jornal O Jogo.
O FC Porto contratou o holandês Pepijn Lijnders para a estrutura técnica da formação com a responsabilidade de desenvolver a técnica - o objectivo é aperfeiçoar e corrigir as qualidades individuais - dos jovens do clube, desde as escolinhas até aos juniores. Lijnders tem apenas 24 anos, mas traz no currículo um trabalho de vários anos desenvolvido no PSV Eindhoven, campeão holandês, onde orientou os sub-13 na época passada e foi o técnico responsável pelas qualidades técnicas de todos os escalões de formação, trabalhando tanto com miúdos de 8 anos como com jogadores de 23. O convite do FC Porto seduziu-o ao ponto de apresentar a demissão do PSV, vindo para Portugal de forma a trabalhar as qualidades individuais com bola dos jovens dragões. Objectivo: aprender a ultrapassar os adversários em situações de um para um e manter a posse de bola em qualquer situação.
Numa rápida pesquisa sobre o seu trabalho, percebe-se que o mais recente elemento integrado no projecto "Visão 611" defende a técnica individual como base de tudo. "Reparei que muitos treinadores ainda pensam que o treino das capacidades técnicas só pode ser feito durante o aquecimento ou que é apenas uma pequena parte de um todo muito grande. Este pensamento tem de ser eliminado. Se conseguires ver para onde tens de passar a bola, mas não tens técnica suficiente para o fazer de forma correcta, ou, então, reconhecer o momento ideal para a passar não serve para nada. Sem técnica não há táctica", explicou num artigo publicado numa revista sobre métodos de treino. Com Co Adriaanse o FC Porto chegou a ter um técnico com as funções semelhantes, embora Chris Kronshorst estivesse diariamente junto da equipa principal. Especialista no "método de Coerver", Kronshorst não teve sequer tempo de apresentar resultados do seu trabalho, já que acabou também ele por ser surpreendido pela demissão de Adriaanse. Contudo, Lijnders, que também tem em Wiel Coerver um dos seus mentores, não trabalhará sob a alçada de Jesualdo Ferreira, mas apenas nos escalões inferiores.

junho 24, 2007

Banho Táctico: Capello com mais um título no "sacchi"


Fábio Capello, o mestre dos "allenatores", meteu mais um título no "sacchi" contra todas as probabilidades ao serviço do Real Madrid e não deixou sem resposta Arrigo Sacchi, que continua ressabiado, dando-lhe um verdadeiro "k.o." técnico depois de ter sido acusado de "medíocre" pelo seu compatriota. "Ele levou duas marretadas na cabeça e ainda não acordou", disse Capello, recordando que Sacchi falhou nos bancos de Real e Atlético de Madrid, e até como dirigentes dos merengues. Como prémio extra, Fábio Capello recebe ainda a oferta de dois salmões noruegueses como recompensa dos Conselho de Produtos do Mar daquele país nórdico, por ter afirmado nas últimas semanas que se sentia como "um salmão a nadar contra a corrente..."

junho 19, 2007

Banho Táctico: O grande "Jose" continua com os "melões" no sítio

The ever-quotable Mourinho has also wielded a bizarre analogy to explain the hit-and-miss nature of bringing through his young stars at Stamford Bridge.
"Young players are a little bit like melons. Only when you open and taste the melon are you 100 per cent sure that the melon is good," Mourinho added.
"Sometimes you have beautiful melons but they don't taste very good and some other melons are a bit ugly and when you open them, the taste is fantastic.
"One thing is youth football, one thing is professional football. The bridge is a difficult one to cross and they have to play with us and train with us for us to taste the melon. "For example, Scott Sinclair, the way he played against Arsenal and Man United, we know the melon we have."

junho 15, 2007

Banho Táctico: Mais um a bater no "badameco" Couceiro...

(...)
O problema é que José Couceiro não tem qualidade como treinador. E não é preciso ter o IV nível de treinador para deixar umas perguntinhas ao
senhor seleccionador:

- Por que razão Antunes não jogou de início no primeiro encontro, quando a alternativa dava pelo nome de José Gonçalves? A desculpa da viagem ao Kuwait não colhe, Nani, que ainda fez escala em Manchester, foi titular;

- Por que razão Semedo, que não fez um jogo completo esta época, é titular e Rolando, um dos indiscutíveis do Belenenses, que já foi de Couceiro, fica no banco?

- Por que razão José Couceiro disse que o empate com a Holanda é um bom resultado? Ou pensa isso e não diz, ou então não pensa e também não diz;

- Por que razão José Couceiro não sabe que “It’s fault” significa “É culpa” em português? Se queria dizer “É falta”, devia ter dito “It’s foul”.

Como a esta altura da prosa já passei a badameco, fico-me por aqui.
brunopires@sportugal.pt

junho 14, 2007

Banho Táctico: Couceiro, nem de Subbuteo percebes...


"Não se trata de tácticas, mas sim de dinâmicas. Não jogamos em 4-3-3 ou 4-4-2. Isto não é Subbuteo. Frente à Bélgica, mudámos a nossa táctica durante o jogo, mas isso não significou que tivéssemos de mudar os nossos jogadores. Adaptámo-nos às nossas circunstâncias e será isso que faremos frente à Holanda..."
A culpa não é tua, Zé. Foi de quem te arranjou um tacho por causa de fazeres uns jeitos ao teu amigo Scolari. Se tu desceste o Belenenses à Liga de Honra e foste para seleccionador dos Sub-21, então o Jorge Jesus, que os levou à Europa e à final da Taça, ainda tira o lugar ao Scolari!!!

junho 13, 2007

Banho Táctico: Quando o "Jorge Jesus holandês" fala, os outros abaixam as orelhas...


Cruyff, por otro lado, se mostró partidario de primar el 'goal average' general de la Liga para decidir el campeón en caso de empate entre dos equipos, a diferencia de lo que ocurre ahora, en que se resuelve con la diferencia de goles particular entre los dos equipos que están igualados a puntos y que este año es favorable al Madrid.
"Si por mí fuera, primaría siempre el general. Sé perfectamente que, de cara a la decisiva jornada, el Madrid será campeón por 'goal average' particular en caso de empate. Y que el campeón sería el Barça en caso de primar el general. Más allá de mis preferencias por ambos equipos, yo siempre lo decidiría por el general", señaló.
"Y no debo ser el único. En Europa sólo España y Portugal -creo que no me equivoco- apuestan por la fórmula del 'goal average' particular. El resto de grandes Ligas -con excepción de Italia, donde hay partido de desempate- tienen el general como fórmula de desempate", expuso, asegurando que fomenta el fútbol de ataque y los goles.
Johan Cruyff, ex-técnico holandês, é melhor chamar-lhe assim, chamando a atenção para a questão dos desempates por confronto directo, que podem premiar uma maior regularidade ao longo do campeonato, mas também manobras de bastidores ou situações esporádicas, como goleadas contra adversários fracos, que podem adulterar o equilíbrio necessário às competições. Em Portugal, o debate apenas vai ocorrer quando o actual modelo puder prejudicar algum grande de Lisboa. Aí sim, vai dar que falar. Pela nossa parte, e ponderando as características do nosso futebol, até achamos que as coisas estão bem assim.